Eu não consigo tirar Peacemaker da cabeça.
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É até estranho o quanto de vezes que eu penso na abertura da segunda temporada de Peacemaker durante a semana, não sei, algo sobre essa abertura, sobre essa série não me deixa descansar, não me deixa largar dela.
Eu me enxergo no Peacemaker mais do que eu gostaria.
Desde os primeiros momentos da série, nós somos introduzidos a como a visão do Chris, o Peacemaker, é construída, ele é um homem que acredita que pode trazer a paz para o mundo, o grande problema é que ele só sabe fazer isso através da violência, não muito tarde na série entendemos que essa visão vem de seu pai, que o criou dessa forma, apesar de seu pai não ter ideias de ajudar o mundo e sim segregar as pessoas, tanto que um dos temas da série é essa luta de Chris contra os ideais que foram implantados pelo seu pai durante toda sua vida.
Acompanhar o desenvolvimento do Peacemaker é muito bom, com o tempo você vai percebendo que ele começa a encarar as coisas de maneira diferente, apesar de ainda usar a violência em muitos casos.
Para mim, o principal ponto da série é isso, é irônico alguém com um nome de pacificador ser tão violento, mas na mente dele, ele está fazendo o possível para o mundo ser melhor. Acho que isso se revela num dos pontos que mais se repete na mente dele que é quando ele mata Rick Flag Jr. e ele diz 'pacificador? que piada'.
Isso é uma memória recorrente para Chris, porque provavelmente ele percebe que esse momento denota o quanto o modus operandi dele não está de acordo com o objetivo dele, mas apesar de saber isso, ele continua cometendo os mesmos erros e tentando conserta-los.
Por que a segunda temporada é a melhor para mim.
Depois dos acontecimentos da primeira temporada, onde junto com os seus amigos Peacemaker salva o mundo, no primeiro episódio da segunda temporada, nós vemos, que apesar disso, as coisas não melhoram para o grupo, eles estão em fases ruins de suas vidas, Chris ainda não conseguiu se livrar de fantasmas do passado e continua se sentindo mal com sua vida.
Eu sinto que essa temporada brilha em como nós entramos de vez na melancolia da vida de Peacemaker, um homem assombrado pelo passado e cheio de problemas, que constantemente sente que falha com as pessoas que ama.
A tentação de fugir de tudo
A temporada da uma guinada quando Chris descobre que existe uma outra dimensão, onde tudo o que ele deseja acontece: seu pai não é um otário, seu irmão ainda está vivo, ele é um herói famoso e ele tem um relacionamento com Harcourt. Então o que afastaria ele de viver nessa dimensão? O fato de existir um outro ele naquele lugar ainda, mas quando ele mata sua versão desse outro mundo sem querer, ele percebe que agora há uma brecha para ele viver essa vida que não é a dele, mas é a que ele sempre sonhou. E nesse ponto, eu acho a série incrível, quem nunca pensou nisso? o que você trocaria pra viver a vida que você sempre sonhou? se você tivesse a chance de viver uma nova vida livre de tudo o que já te machucou, você aceitaria de bom grado mesmo sabendo que haveria consequências?
Eu não consigo responder essa pergunta sem pensar muito e imagino que para Chris não foi fácil, essa briga entre o certo e o agradável é o que me faz gostar tanto dessa temporada, isso e....
A abertura da segunda temporada é uma das melhores coisas que já vi
Quando eu escuto o 'Oh, Julian, it's a hungry world....', eu me sinto feliz de verdade, é uma mistura de felicidade com nostalgia, eu sinto que essa série trouxe muitos elementos que me agradam, dentre eles um tema que gosto muito quando é bem explorado que é fragilidade humana e os desafios constantes pra se sentir bem consigo mesmo.
A segunda temporada de Peacemaker é incrível e sinto que precisava falar dela depois de pensar na abertura e na série pela quadragésima vez na semana. Acho que se você assistir realmente prestando atenção, principalmente sendo homem, você percebe o quanto peacemaker é um personagem paralelo com muitas coisas que nós passamos, acho que é por isso que essa série me pegou desprevenido, eu pensava que era só mais um the boys, mas é uma lição.
"Sempre haverá um erro para os seus acertos e sempre haverá uma guerra em algum lugar para lutar."