Dark souls é muito mais do que um jogo - Todo meu amor por esse jogo em uma nota.
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Por que jogar um jogo difícil?
Eu sempre ouvi falar de dark souls durante todo o período da minha vida que me interessei por videogames, sempre as pessoas diziam que era um jogo difícil e que você morria varias vezes, eu me perguntava qual era o sentido de jogar algo onde eu não ia me diverti, eu só ia passar raiva, obvio todo jogo tem que ter sua dificuldade mesmo que minima mas tem que ter pra manter o jogador engajado, mas um jogo que é só dificuldade? não tem lógica.
Porém, apesar disso eu sempre me senti minimamente conectado a dark souls mesmo que de maneira distante, eu sempre uma hora ou outra começava a ver alguns conteúdos sobre o jogo e a me questionar o que fazia ele tão especial? por que é um fenômeno tão grande? ainda não havia conectado os pontos, mas dark souls sempre estava lá presente sendo algo que apesar de eu querer eu me relutava a tentar.
O fim da relutância.
Esse ano tudo mudou. E começa de um jeito meio imbecil, a minha vontade de jogar dark souls esse ano começou porque eu reprovei na prova de direção do DETRAN. Eu reprovei e pensei em desistir de tirar a carta, porque na minha cabeça era muito difícil, mas então no meio desse pensamento eu comecei a perceber a recorrência dessa atitude na minha vida, sempre que algo ficava difícil eu desistia, simplesmente porque sim, eu não queria tentar, não queria passar por dificuldade, e nesse dia eu decidi acabar com isso, acabar com esse ciclo em TODAS AS ÁREAS DA MINHA VIDA, e foi ai que dark souls apareceu, eu precisava zerar esse jogo, eu precisava provar que eu ainda tinha Resiliência em mim e foi esse o primeiro passo que dei para jogar o game, o fim da relutância.
O mundo é hostil e você precisa entender isso, logo de inicio
Desde o primeiro contato com dark souls, o jogo já te mostra que nesse mundo não há amparo, é bem comum você se assustar com o estado em que você encontra seu personagem, você começa como um hollow, que é um dos conceitos mais interessantes desse jogo. No começo do jogo você já enfrenta muitos desafios e desde o inicio você tem a impressão que você está em um mundo desolado por algo, o cenário inicial do jogo é cheio de hollows, eles batem a cabeça na parede e são loucos, eles não te atacam porém dá pra perceber que tem algo errado. No começo do jogo, no Asylum há duas coisas que acho interessante, que é o cara que te liberta da sua cela, o oscar e a aparição do asylum demon, onde o jogo inteligentemente te ensina uma lição que você vai ter que levar consigo durante o game principalmente na primeira playthrough que é que nem sempre você estará pronto para toda batalha e as vezes é melhor se equipar e ficar mais forte para enfrentar os obstáculos maiores.
O asylum é uma boa introdução ao jogo, acho muito difícil alguém que nunca jogou o jogo ter começado e não ter morrido ao menos 1-2 vezes nesse lugar, mas daí já temos dimensão do que está por vim no jogo.
Lordran e sua grandeza
Saindo do asylum, somos levados por um corvo até firelink shrine, que é o local onde vamos passar boa parte do game, e algo que tenho que falar é algo que todo mundo sabe, mas como o mapa de dark souls é perfeitamente interligado, a primeira vez que tive esse choque de como o mundo era tão bem feito foi quando peguei o elevador de undead perish pela primeira vez, ele liga undead perish a firelink, e na sua cabeça não faz sentido porque parece ser lugares distantes, mas dark souls faz isso muito bem.
O caminho até o primeiro sino
Quando você está em firelink pela primeira vez tem um npc que te diz que você precisa tocar dois sinos, um que está para cima e outro que está para baixo, obviamente que eu como um gênio fui para baixo primeiro e é de se esperar que era o lugar errado.
Indo pro lugar certo, a primeira área nova que passamos é por undead burg, que parece ser um local onde varias pessoas viviam até que tudo começou a desandar, o boss dessa área é o Taurus demon, um boss simples de enfrentar, depois indo para ponte encontramos o SOLAIRE, um dos npcs mais queridos do jogo, eu curto muito a história dele, apesar de eu sempre falhar com ele...
A segunda área é a undead perish, que é um tipo de capela, lá tem o ferreiro e além disso o primeiro sino, que só pode ser tocado após derrotar as gargulas, lembro que na primeira vez que joguei esse jogo demorei muito para matá-las, mas são bem fáceis hoje em dia.
Essa parte do jogo não tem nada tão especial, ao menos não para mim ainda, não tem nada que eu queira citar dessa parte que me chame a atenção, acho que a coisa mais legal dessa parte é que você encontra o havel numa parte meio subterranea, porém não é o havel e sim um aprendiz dele, ao menos é o que eu acredito, por conta da descrição do anel que você ganha ao matá-lo.